sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Farsa do "novo" Conselho Federal da OMB gera muita confusão e ameaças.


Semana tumultuada na Ordem dos Músicos do Brasil após resultados de uma "suposta" auditoria que comprovou inúmeras irregularidades administrativas, fraudes e até a interdição da regional de São Paulo, porém nada disso publicado no Diário Oficial.

Foto reprodução da internet.

Por Marcos Santos

O clima esquentou nesta semana após publicações de reportagens da jornalista Cláudia Souza em seu blog Músico Empreendedor . Tudo parecia caminhar muito bem conforme os planos de Gerson Ferreira Tajes (ao centro) arquitetados desde que invadiu o Sindicato dos Músicos no Estado de São Paulo em 2013, porém num desentendimento interno e briga pelo poder, Alemão viu seu castelo de areia desmoronar após  Roberto Bueno o facilitador de sua entrada e seu bando nas entidades, porém, agora o suposto traído pelo próprio Tajes resolveu por a boca no trombone e delatar os esquemas ilícitos que continuam na Ordem dos Músicos do Brasil mesmo depois da saída do ditador Wilson Sandoli por meio de carta registrada em cartório e divulgada pela jornalista do Músico Empreendedor. De acordo com o documento, Bueno resolve falar  a verdade sobre toda a farsa e a rápida ascensão de Alemão ao topo da pirâmide  na escala hierárquica da OMB sem qualquer qualificação, formação acadêmica ou plano de carreira dentro da entidade que naturalmente o levasse a essa posição tão disputada na autarquia. Entenda o caso.

Na última terça-feira a jornalista Cláudia Souza noticiou em seu site  a interdição da Ordem dos Músicos por tempo indeterminado pelo presidente da junta interventora Ricardo Antão após receber relatos dos auditores sobre supostas ameaças sofridas pelo presidente figurativo Gerson Tajes que, dois dias depois passou por cima das ordens de Anapolino e Antão e reabriu a sede da OMB. As práticas truculentas e desrespeito as leis e a ordem social do dirigente sindical e seus asseclas não são novidades, haja vista que, em 2014 ele invadiu a reunião do Conselho Federal em Brasília causando muita confusão e corre-corre conforme já noticiado neste blog no link acima. No final de 2015 em Araraquara, cidade do interior de São Paulo, quando era presidente do Sindmussp, Alemão recrutou 200 pessoas ligadas a diversos sindicatos (dizendo ser músicos de cidades vizinhas) e provocaram tumultos que atrapalharam não só a paz e a ordem da pacata cidade interiorana como também  o trânsito  e, portanto,  a polícia precisou intervir e o caso foi parar na delegacia. A notícia foi publica em jornal local O Imparcial.

No grito e na base de ameaças no final de 2014, Alemão reuniu dirigentes da Força Sindical, CUT , UGT e sindicalistas de vários segmentos, além de Roberto Bueno e seu advogado Helder Silveira e  fizeram muito barulho em frente ao luxuoso Hotel Hilton no Morumbi área nobre de São Paulo em outubro daquele ano, cobrando da Poladian Produções Artísticas o repasse de 10% sobre o valor real  do contrato do show que o maestro holandês André Rieu (que estava hospedado ali) realizou no Brasil. Mas a guerra começou mesmo devido a pressão que Alemão fez para receber os 5% do valor real do contrato, já que houve subfaturamento e fraude no documento lavrado pela produtora e de acordo com Helder Silveira principal negociador e cúmplice nessas fraudes contratuais , o evento que valia alguns milhões de reais, a Poladian apresentou aos dirigentes um contrato no valor de 60 000  apenas, o que daria uma arrecadação de 6.000 00 conforme artigo 53 da lei 3857/1960. O caso ganhou repercussão em várias mídias, inclusive a revista Veja São Paulo.

"NÓIS TOMÔ"


Este é o jargão muito usado no meio sindical e toda vez que Gerson Tajes se reúne com seus seguidores e bajuladores, o "nóis tomô" é como se fosse uma questão de honra para quem se apodera de algo na base da violência e ameaças criminosas. Por meio de fontes,  esta redação teve a informação de que um bar na esquina da entrada do prédio da OMB/CRESP na Avenida Ipiranga, virou point dos dirigentes em questão e todo dia a cúpula do Sindmussp e Ordem, ainda comandadas pelo presidente deposto do Conselho Federal se reúnem para jogar conversa fora e, num bate papo regado com muitas bebidas  alcoólicas em uma tarde no início do mês de outubro, os auditores foram constrangidos pelo Alemão quando estavam indo embora após varredura na sede da autarquia: "Vocês estão do nosso lado né, posso confiar em vocês?" Perguntou o sindicalista.


Empresas de fachada de Gerson Tajes Alemão

Por que aparece nessa "empresa" os contatos do Sindicato dos Músicos de São Paulo?

Por que Gerson Tajes colocou  seu enteado Gabriel Miquelin como sócio?

De acordo com IBGE Concla-Comissão Nacional de Classificação, a estrutura jurídica dessa "empresa" cujo código 3999 a classifica como Associação Privada prevista nos artigos 53 a 61 da Lei nº 10. 406 de 07/01/2002 (Código Civil).

Apesar de, o Alemão não ser mais presidente do Sindmussp, a "empresa" criada em nome dele Gerson Ferreira Tajes traz como um de seus sócios, Gabriel Miquelin Valêncio seu enteado e,  para complicar ainda mais a situação, além de, no mesmo endereço não existir mais a MSA Records, outra empresa de fachada do sindicalista, o Instituto de Braços Dados cadastrado neste mesmo local leva o endereço eletrônico do Sindicato dos Músicos em São Paulo e os contatos telefônicos. Já o contato t elefônico da produtora MSA aparece cadastrado com o código de área de Santos, litoral sul de São Paulo (13) 3219-2224.

Confirmando os fatos!

O J.Com foi até o local das empresas citadas, porém, na recepção foi informado que a MSA não está mais naquele endereço há mais de dois anos e, que o local servia apenas para reuniões de sindicalistas.. Apesar de o telefone ser de Santos, no cadastro não consta o novo endereço.

A informação adquirida por essa redação é verídica pois em visita a página da produtora no facebook da MSA Records mostra que há quase três anos não houve nenhuma publicação e que, aliás, naquela época o Sindmussp ainda estava filiado a UGT- União Geral dos Trabalhadores, porém, hoje a entidade está filiada à Força Sindical.

Este blog entrou em contato nos números abaixo e de acordo com a funcionária do Sindmussp-Cristiane, quem administra o instituto é Gabriel Miquelin, porém, ele vai ao sindicato localizado na Avenida Ipiranga 324-6º andar-Centro  uma vez por semana. Perguntada sobre as atividades profissionais e a ligação da "empresa fantasma" com o Sindicato dos Músicos, a mesma não soube explicar e disse que essa informação só o presidente Adelmo Ribeiro poderia dar, mas estava em reunião.

Conforme a Lei 10.406 /2002, esse instituto não pode estar ligado a nenhum sindicato
Esta natureza Jurídica não compreende:

Portanto, há fortes indícios de que se trata de mais uma empresa de fachada criada por Gerson Ferreira Tajes cuja finalidade precisa ser melhor esclarecida e investigada com bastante profundidade pelas autoridades policiais, justiças: federal, estadual e municipal, além da Polícia Federal.



Enquanto isso na "nova" ordem...

Não demorou muito para os auditores nomeados pelo próprio Alemão perceberem que estavam sendo manipulados e as matérias da jornalista Cláudia Souza colocam luz no que antes pareciam apenas suposições. Em seu texto a jornalista também cita  o ícone da música clássica no Brasil, o maestro João Carlos Martins que no início deste ano colocou sua imagem e toda a sua carreira em risco após anunciar na sala São Paulo que apoiava essa "nova diretoria" comandada por Gerson Ferreira Tajes Seguindo a mesma estratégia de marketing utilizada com o fundador da Orquestra Filarmônica Bachiana, o maestro Julio Medaglia também se rendeu ao  mundo de fantasia criado por Alemão e Mauro Almeida-interventor da OMB/RJ e publicou um artigo no qual deposita total credibilidade à "nova gestão" da autarquia federal.






Sem propostas de trabalhos para os milhões de músicos desamparados no Brasil há mais de cinco décadas, e com tantos embargos judiciais o Conselho Federal e a seccional da Ordem no Rio de Janeiro ainda continuam apostando na desgastada estratégia de lobby político vazio utilizando-se de artistas consagrados como: Fagner, Daniel, Jorge Aragão, Sérgio Reis dentre outros que, gravam pequenos vídeos que são publicados no facebook  em apoio a essas entidades que estão se afogando no mar de lama tóxica e mortal criado por eles mesmos descrito nas matérias das jornalistas Cláudia Souza e Cláudia Freitas na revista VIU! . Confira as reportagens clicando nos links abaixo. Em breve novas e bombásticas revelações sobre este caso nebuloso envolvendo uma das mais antigas autarquias federais.

Confira artigos relacionados:

http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2014/10/03/para-sindicato-show-de-andre-rieu-e-subfaturado-produtora-alega-extorsao.htm

http://www.musicoempreendedor.com.br/

http://reporteraguia.blogspot.com.br/2015/07/incompetencia-de-ministerios-facilitam.html



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