segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

LIVRES DA DITADURA, MÚSICOS COMEMORAM DECISÃO DO TRF-3 E STF E FAZEM BARULHO NAS REDES SOCIAIS.

Alemão do Sindmussp/FTTRESP  (que não é músico profissional) cumprimenta Tony Maranhão pela sua nova nomeação para reestruturar a OMB em todo o Brasil. A esquerda Roberto Bueno Presidente da Ordem dos Músicos de São Paulo.

Por Marcos Santos


"A OMB é uma piada!-Fonte de Arrecadação!-Não dá nenhum apoio! - Não regulamenta e nem exige qualidade! - OMB é 171! - E outra, se a música é ruim, dois apitos e dois tamborzinho e o público gosta, compra, paga por isso  e elege a melhor música do mundo, está no seu direito. Música é arte, expressão do povo. E se nossas músicas são escrotas, quem absorve isso?" Diz Thiago Meireles de Teresina.

Essa é apenas uma das centenas de mensagens de músicos espalhados por todo o país que manifestaram suas opiniões sobre a decisão  do  Supremo Tribunal Federal de revogar a obrigatoriedade de inscrição na autarquia federal.

Esse mal estar  no universo da música brasileira  já é antigo por causa da deterioração em que se tornou a Ordem dos Músicos do Brasil em conluio com os sindicatos, onde ambos além de não exercerem suas atribuições de acordo com as leis enquanto órgãos representantes dos profissionais da música, ainda passaram por cima de tudo e de todos,  ignorando, portanto, as decisões da alta corte deste país-STF.    

Basta uma simples busca no Google usando a sigla OMB que o site trará uma enxurrada de matérias, depoimentos, debates, vídeos, decisões da justiça sobre este caso emblemático que já dura décadas.  Um verdadeiro raio-X do câncer irreversível que culminou na morte de uma entidade que durante meio século agonizou nas mãos de agentes parasitas e oprimiu trabalhadores músicos que ajudaram mudar todo um cenário político, comportamental, ideológico e, sobretudo, de censura aos grandes movimentos musicais que traziam em seu bojo uma contestação política. 

Sob penalidade da Justiça Federal pelo descumprimento das leis regidas pela CF/1988, Código de Processo Civil e Código Tributário Nacional,  a Ordem dos Músicos do Brasil não pode mais exigir a inscrição de nenhum músico e nem cobrar taxas de anuidades de quem exerce a profissão de músico, independente do seu grau de formação. Porém, em dezembro de 2015 a autarquia federal seccional de São Paulo em descumprimento às leis realizou uma solenidade na qual entregou dezenas de carteiras. Esse vício administrativo já é conhecido não só pelos músicos profissionais que criticam a comercialização da credencial, como também pela justiça federal, o que a ajudou acelerar ainda mais o processo de interdição da entidade. 
                               
Foto reprodução da internet.


Trocando em miúdos




O sucateamento da OMB contraria o próprio estatuto da entidade por ter facilitado a entrada de dezenas de músicos práticos para comandar o Sindmussp e alguns setores da autarquia.


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