quinta-feira, 11 de maio de 2017

DIRETO AO ASSUNTO!

Por Marcos Santos


Qual a verdade que há por trás dessa nota desafinada?


Eu sei que ao ler esse editorial, os personagens aqui citados estarão dando brados de vitórias achando que, dentro de suas visões distorcidas esse blog está dando "moral" a eles. Nada disso. O princípio das notícias que aqui são publicadas, nada mais é do que levar os leitores a refletirem sobre as atitudes equivocadas praticadas por essas instituições diante do quadro caótico e deplorável, que a cultura vem sofrendo há décadas, mas que se agravou desde que essa "nova" diretoria invadiu as entidades sindicais sem a menor participação ou, validação da grande massa de profissionais da música que agora assiste a este espetáculo de horror que deveria ser evitado, caso essas organizações tivessem seus trabalhos pautados na ética, moral e transparência na prestação de contas no trato das arrecadações e aplicações dos milhões, que foram recolhidos por essa turma que insiste na ideia ilusória de que são representantes da música e da cultura brasileiras, pura utopia!

Trocando em miúdos.

Bastou esse blog publicar a matéria sobre a situação deplorável dos músicos do Teatro São Pedro e Orthesp demitidos de forma sumária, o abandono de seus "representantes" e o desabafo do diretor artístico Luiz Fernando Malheiro,  para que a Ordem dos Músicos do Brasil seccional São Paulo se posicionasse publicando essa nota que revela exatamente  sua face obscura e o quanto essa autarquia acéfala, caminha na direção contrária aos verdadeiros anseios de uma classe de trabalhadores já bastante calejada e desgastada pela má administração dessas entidades pelegas. Falo isso por razões óbvias: não fosse a cutucada dessa redação, esses casos passariam batidos pelos "salvadores da pátria" dos músicos. 

O que os artistas demitidos e a diretoria dessa casa cultural desejam neste momento é terem de volta os empregos que lhes  foram tirados, aliás, se a OMB/CRESP e Sindmussp os representassem de verdade com toda essa "dignidade" e "repeito" que vivem difundindo nas redes sociais, essas demissões jamais teriam ocorrido e explico porque: Todo sindicato de classe tem por obrigação atuar como interlocutor junto ao Estado e ao setor privado no sentido de viabilizar negociações que sejam favoráveis aos trabalhadores, porém, o que estamos constatando ao logo de décadas, especificamente nesses casos,  são sindicatos pelegos que só servem para arrecadar o imposto sindical de seus associados e não os devolvem em ações e atuações que possam lhes garantir pelo menos, a manutenção de seus postos de trabalho. Se o Sindmussp fosse de fato uma entidade que batalhasse em defesa de seus representados por meio de negociações prévias, essas demissões jamais teriam acontecido e, como aconteceu, a OMB e Sindmussp que por décadas arrecadaram milhões de reais oriundos da taxa do artigo 53 da Lei 3857/60, anuidades, etc; deveriam ter pelo menos um fundo de reservas para socorrer casos como esse. Portanto é assim que deve funcionar, mas não funciona e nunca funcionou!

E quando essa redação liga lá para ouvir o lado deles, simplesmente, a ex-braço direito do presidente acuado e enxotado, senhor Roberto Bueno, dona Maria Cristina Barbato nomeada pelo Alemão como chefe do departamento jurídico (nem advogada é), se altera e com a maior arrogância e "verdade absoluta" acusa este blog de prestar um grande desserviço  à música brasileira. 

Desserviço ao músico é: 

1) Fazer da Ordem dos Músicos do Brasil e Sindicato dos Músicos de São Paulo um grande curral político partidário e um grande balcão de negócios para comercialização de carteiras e cartões que para nada servem! 

2)É saber que essa entidade federal corrupta tem como "chefe" maior no Conselho Federal um senhor que, para adquirir a carteira de músico profissional precisou fraudar o resultado da prova em que aliás, foi feita pela chefe do jurídico Maria Cristina Barbato, de acordo com carta divulgada pelo Roberto Bueno, presidente deposto. A mesma que me acusa de prestar um desserviço aos músicos. Vide carta registrada em cartório no final desse texto.

3) Gastar o dinheiro público que entra nas entidades  e não prestarem contas sobre o destino desses recursos arrecadados.

5) Nomear diretores (que na ampla maioria) que nem músicos profissionais são como rege a Lei 3857/60, e pior, ao invés de mobilizarem os músicos em assembleias, preferem fazer reuniões fechadas em que decisões são tomadas com sindicalistas pelegos em detrimento aos reais anseios da classe musical.

6)  Assistir vídeo  do assessor de Gerson Tajes, o senhor Grimaldi Santiago, cujo discurso vem carregado de inverdades. Essa redação apurou as declarações ali expostas e constatou que não houve nenhuma solicitação de auditoria ao escritório do renomado Advogado Fernando Guerra, além de outras mentiras.  Assista ao vídeo no final dessa matéria.

7) Ignorar todas as decisões da Justiça e do STF e MPF sobre a revogação dessa famigerada carteira da OMB que inclusive, já foi cassada a sua obrigatoriedade pelo Serviço Social do Comércio de São Paulo junto a Justiça Federal paulista.

8) O Fernando Skylo, secretário do Gerson Tajes intimidar esse vos escrevem, por meio de mensagens ameaçadores via whatsApp do meu filho dizendo que há "peixe grande" que não está gostando das notícias aqui publicadas e que não estou pensando na minha família.

9) Criar puxadinho religioso com o único objetivo: vender carteira aos músicos do segmento Gospel conforme matéria publicada em 27 de junho de 2016.



Desserviço ao músico é sobretudo,  isso que publiquei dois anos atrás, quando o então chefe do esquema, vulgo Alemão invadiu o Sindicato dos Músicos no Estado de São Paulo e de lá para cá a quebradeira da cultura em São Paulo é geral! 

Se de fato isso que escrevo é um grande desserviço aos músicos e à sociedade, por que a audiência desse veículo (55 mil visualizações até agora) cresce diariamente, enquanto a OMB e Sindmussp amargam terríveis índices de visualizações? Não fossem seus bajuladores, as redes sociais dessas entidades estariam no ócio total!  

Este blog os incomodam tanto que, inclusive, o Gerson Tajes, chefe dos interventores, entrou com processo na justiça para tirá-lo do ar, mas foi em vão porque aqui a notícia é divulgada com total isenção, doa a quem doer sem nenhum patrocínio político partidário ou empresarial que  poderiam cercear a liberdade de expressão,  pensamento e imprensa garantidos pela Constituição Federal de 1988 em seu artigo 5º- e pela LEI DE IMPRENSA.

Reconquistar o espaço de trabalho e salário é que são o X da questão.

O espaço pretendido pelos profissionais do Teatro São Pedro e Orthesp é o retorno à sua casa e a garantia da manutenção de seus salários e não o auditório dessa autarquia corrupta para uma super exposição inútil e aviltante  que servirá apenas para que seus interventores utilizem dessas imagens e declarações sinceras e verdadeiras dos músicos fragilizados, para o tão famoso e cansativo marketing da mentira que em quatro anos não surtiu nenhum efeito consistente e nunca surtirá, exceto, massagem no ego deles próprios e de políticos e artistas ligados a esses  paspalhões que acreditam ser mesmo ser representantes de alguma coisa. Pura falácia e ilusão!

Para eles, isso é mais fácil e conveniente e demonstra claramente que os músicos brasileiros estão 
órfãos  de uma  representação política e social séria e atuante que produza resultados no mínimo favoráveis, em vez de blá, blá, blá...O que está em jogo nesse momento crucial da vida desses músicos é: como vão conseguir reverter essa situação? Quem os ajudará a pagar suas contas? 


O Fórum é o seu lugar!

Difícil entender como que, Gerson Ferreira Tajes pode se intitular representante dos músicos por meio do "comando" da OMB e Sindmussp-Sindicato dos Músicos de São Paulo colecionando tantos  processos na justiça em todas as esferas, inclusive de músicos. Com tantas dívidas acumuladas e dificuldades para pagar até o condomínio do prédio onde a autarquia está instalada, o ideal seria que o Alemão se mudasse de vez para algum Fórum Criminal ou Trabalhista, haja vista que o sindicalista tem circulado mais nas instituições da justiça do que propriamente, na sede da OMB na qual ele defende ser o presidente. 

Inversão de valores!

O que esses  artistas demitidos menos precisam neste momento é de discurso político evasivo ou espaço para se manisfestarem,  haja vista que local é o que não falta. Eles podem usar o próprio teatro, a sede da FUNARTE, o vão do MASP-Museu de Arte de São Paulo na Paulista, o Anhangabaú, enfim, com exceção da FUNARTE e Theatro São Pedro, os outros são  palcos de grandes manifestações da capital paulista. Trazê-los para as dependências da Ordem denota o quanto essa autarquia e, mais precisamente o sindicato, buscam se eximir de suas atribuições e preferem a zona de conforto, como também, aproveitar a oportunidade para vender carteiras que para nada servem. 

O Sindmussp  é filiado à Força Sindical, por que não acioná-los com seus comboios de militantes que fazem de tudo por uma garrafinha de suco artificial e um sanduíche de mortadela? A Ordem tem como garoto propaganda o senador Magno Malta que, em vez de ficar bajulando esses dirigentes pelegos e perdendo tempo defendendo o Juíz Sérgio Moro (que não depende de suas bajulações) em redes sociais, por que não usa de seu mandato parlamentar para ouvir esses trabalhadores e juntos, criarem um plano de ação para pelo menos, tentar reverter esse e inúmeros descasos com relação a profissão músico, já que ele também é músico e cantor? 


Já no Rio de Janeiro a resposta aos artistas do Theatro Municipal foi ainda mais afrontosa e descabida. O interventor Mauro Almeida sequer teve a sensibilidade, ainda que falsa e demagoga, de publicar uma nota como a da OMB/CRESP.  Simplesmente resolveu jogar a batata quente nas mãos do poder público após terem acesso a matéria publicada neste veículo. O volume de dinheiro que foi desviado pela Ordem dos Músicos do Brasil e Sindicatos corruptos daria para atender as necessidades não apenas dessas casas de espetáculos e seus funcionários demitidos, como também, de milhares de músicos que estão perambulando pelas  ruas dos grandes centros em busca de algumas moedinhas para sustentar-se. 




Tirando o deles da reta!

Esse é o momento exato para que os apoiadores (políticos e artistas)   dessa  farsa institucionalizada demonstrem total solidariedade aos músicos vítimas desse sistema corrupto e covarde enraizado em todas as estruturas do Estado.  Quando é pra mobilizar esses asseclas:  parlamentares e cantores de vários segmentos já com carreiras consolidadas, em prol da defesa de seus próprios interesses, a autarquia e sindicatos não medem esforços e, provavelmente deve até "rolar" um jabá, porém, quando se trata de situações gravíssimas e pontuais como essas, envolvendo os dois maiores e tradicionais, como também,  mais importantes teatros brasileiros, os interventores "tiram o deles da reta" e empurram a mandioca e a responsabilidade ao poder público que, diga-se de passagem,  também tem suas parcelas de culpa, mas que, diante da falta de representatividade moral e ética dessas organizações sindicais, se tornam menores e eles não estão nem ai! Felizmente o dinheiro que alimentava o lobby político desses pelegos acabou! Hoje, sem dinheiro, sem moral e sem a credibilidade da classe que deveriam defender, fica impossível negociar qualquer coisa com o poder público.


Carta escrita por Roberto Bueno, presidente expulso da OMB pelo Gerson Tajes e seu bando: 





A nossa esperança é que a ADPF 183- Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental seja votada no STF o mais rápido possível, só então, a cultura e a música neste país poderão se libertar dessa ditadura disfarçada e imposta pela OMB sob todos os aspectos! "

"Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada" - Rui Barbosa.



                      Desabafo do maestro do Teatro São Pedro publicado no facebook.
Grimaldi Santiago dando entrevista ao Músico Empreendedor na tentativa de vender suas mentiras como se fossem verdades.





  

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